PSICOLOGIA POSITIVA E QUALIDADE DE VIDA

A Psicologia Positiva é a ciência psicológica que busca transformar velhas questões em novas possibilidades de compreensão de fenômenos psicológicos como felicidade, otimismo, altruísmo, esperança, alegria, satisfação e outros temas humanos, tão importantes para a pesquisa quanto depressão, ansiedade, angústia e agressividade.

 

Para Martin Seligman trata-se do estudo de sentimentos, emoções, instituições e comportamentos positivos que tem como objetivo final a promoção da felicidade humana.

A Psicologia Positiva tem sido um movimento dos pesquisadores para o enfoque nos aspectos potencialmente sadios da pessoa. A resiliência tem tido destaque por estar relacionada a processos que buscam compreender a superação de adversidades. Sabemos da importância da necessidade do avanço nas pesquisas relacionadas ao tema quanto aos aspectos de saúde.

Foram feitas pesquisas com um grupo de mulheres que faziam brigadeiro para vender e a ideia inicial era realizar estudos relacionados à promoção, prevenção e tratamento da saúde do indivíduo e da população para a melhoria da qualidade de vida.

 

Essa área da psicologia se concentra em oferecer qualidade de vida às pessoas independente da condição de saúde física que se encontre. Para tanto, se faz necessário a resiliência como forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ela é de importância relevante devido ao fato de favorecer uma postura positiva com relação aos problemas enfrentados no cotidiano.

Para Martin Seligman, a principal preocupação da psicologia positiva é ampliar o modo de estudo e também modificar, pois a psicologia positiva não se restringe apenas a reparar o que está errado, mas também reconstruir as qualidades consideradas positivas. O autor afirma ainda que a psicologia e os tratamentos psicológicos não devem ser focados em consertar o que está “quebrado”, mas se concentrar em modificar e aprimorar o que há de bom nos indivíduos.

Defendem ainda que a psicologia não é um ramo da medicina que deve ser concentrado na cura de doenças, mas que deve envolver o trabalho de afeto, superação, conhecimento e crescimento pessoal. Esses são fatores que estão intimamente ligados às possibilidades diárias diante de investigações empíricas.

De acordo com Seligman existem três importantes pilares para a investigação nessa perspectiva:

  1. a experiência subjetiva;
  2. as características individuais – forças pessoais e virtudes;
  3. as instituições e comunidades.

E salienta que para se ter o sucesso desejado é preciso investimento no conhecimento científico voltado para as forças pessoais de cada um.

 

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AFETIVIDADE DOS PAIS E SAÚDE MENTAL

O que se percebe com a teoria desenvolvida é que o apego, essa palavra que é utilizada tanto no contexto acadêmico quanto no senso comum, implica na necessidade do filho de ter a presença da mãe, sendo que é necessária uma presença e uma relação que tenha qualidade afetiva, ou seja, que ofereça segurança, cumplicidade e acompanhamento, assim a criança se sente segura para caminhar sozinha para a vida e não apresenta facilmente transtornos emocionais.

Diferentemente daquelas que têm uma relação afetiva positiva, as pessoas que apresentam certos transtornos normalmente tiveram algum tipo de repressão ou de relação afetiva desastrosa com cuidadores ou a mãe.

Sendo assim, a responsabilidade materna fica evidente para a saúde física e mental de seus filhos. O que se percebe é que a evolução da teoria do apego, da aprendizagem das relações da criança com o mundo e seus relacionamentos teve uma evolução significativa e ainda a contribuição de vários teóricos e estudiosos do comportamento humano.

Até meados da década de 1950, tanto os psicanalistas, como Freud, Lacan e outros, como os teóricos da aprendizagem, Piaget, Vygotski, compartilhavam do mesmo ponto de vista sobre a formação dos vínculos afetivos: necessidades de satisfação dos impulsos primários, tais como a alimentação e o sexo. Na psicologia, várias teorias tentam explicar o estabelecimento de vínculos, como, por exemplo, as teorias com embasamento teórico em Winnicott, (1999); John Bowlby, (1962); Maldonado (1988) e Soifer (1980).

As diferentes teorias se completam e acaba por instigar que o apego é fundamental para a criança, que a relação com a mãe tem aspecto dignificante e relevante para a formação da personalidade, e inclui patologias relacionadas a uma relação desestruturada. A teoria de Piaget acaba por defender que a criança passa por estágios e estes estão relacionados intimamente com a qualidade das relações e a questão do apego para a sua qualidade de vida delas quando adultas. Relacionamentos, auto estima, trabalho e prosperidade financeira e qualidade de vida.

Diferentemente das demais criaturas, o ser humano é o único mamífero que ainda bebe leite depois de adulto, o único ser incapaz de andar assim que nasce, o único ser que precisa está sob os cuidados dos pais durante um longo tempo, até pelo menos seus dez ou dezoito anos.

Na natureza os pássaros voam cedo, os animais mamíferos já nascem e saem andando e cuidado entre pais e filhos é curto, mesmo considerando o tempo de vida desses animais. Porém o ser humano precisa de afeto, cuidado e de atenção para se desenvolver bem, e quando esses cuidados e desenvolvimento afetivo não acontecem de forma saudável, ou seja, sem separações repentinas, situações de abandono em geral, ou até mesmo de maus tratos os indivíduos crescem e desenvolvem patologias diferenciadas, porém nocivas para si e para a sociedade onde está inserido.

Portanto, a responsabilidade dos pais, em especial da mãe com relação a afetividade e a saúde mental dos filhos é ainda mais importante e não deve ser negligenciada, sob pena de uma crescente demanda de pessoas nocivas para si e para o mundo.

A IMPORTÂNCIA DA AFETIVIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

O apego é um elemento fundamental na vida humana, é preciso se apegar ou se segurar em algo até que se possa caminhar sozinho e viver suas experiências de forma independente, porém as relações afetuosas ou não que se tem durante a primeira infância são reservas boas ou más que ficam gravadas no inconsciente humano de modo a refletir em suas ações depois de adultos.

Neste aspecto, a relação entre bebês e cuidadores, no geral suas mães é tida como fonte de reservas para a formação da personalidade do individuo. Assim se o mesmo se sente seguro e afetivamente correspondido, será em tese, um adulto responsável e de caráter definido de forma positiva, porém se durante a sua relação afetiva na primeira infância a relação se mostrar de medo e insegurança, além de abandono da pessoa a qual o filho se apega, os resultados podem ser desastrosos para a família, a sociedade e, não menos danoso para o próprio indivíduo humano.

A relação entre pais e filhos sempre foi objeto de estudo de muitos pensadores ao longo do tempo e a partir do século XX a psiquiatria infantil progrediu muito procurando o caminho mais acertado na relação entre adultos e crianças. O apego sempre teve papel relevante pelo fato de se ter diferentes relações afetivas e as mesmas oferecerem diferentes respostas ao comportamento dos indivíduos quando crescidos.

Ontem eu estava observando na creche que faço estágio, uma mãe com o filho fazendo oração ho’oponopono antes de deixá-lo na escola. Inclusive foi essa relação que me motivou para escrever este post.

Freud (1905) defendeu a questão sexual como sendo o instinto motor do desejo humano, também deixou evidente que os conflitos edípicos são fontes de conflitos neuróticos, esses conflitos podem resultar em relações tempestuosas ou harmoniosas, ou seja, de amor e ódio.

A relação mãe-criança foi motivo de estudos durante um longo tempo e se intensificou durante a segunda Guerra Mundial. Sendo assim, quando a Inglaterra por motivos de bombardeios passou a retirar crianças da cidade, na época Donald Winnicott, pediatra e psicanalista, assumiu o cargo de Consultoria de Evacuação e “teve de enfrentar, de um modo concentrado, a confusão gerada pela desintegração maciça da vida familiar, e teve de vivenciar o efeito da separação e perda – e da destruição e morte”

Essa separação segundo a mesma “poderia conduzir a distúrbio psicológico sério e de amplo alcance (…levando) a um grande aumento da delinquência juvenil na próxima década”

Portanto, de acordo com os estudos de Winnicott, a separação da mãe e do filho pode causar transtornos muitas vezes irreversíveis e produzirem marginais e psicopatas em demasiada relevância. Sendo assim, a relação entre mãe e filho deve ser trabalhada de forma mais ampla e sistemática na identificação de possíveis patologias e transtornos psicológicos que podem alterar a vida de pessoas depois de adultos.

Para Bowlby:

 

A saúde mental da criança depende de que ela tenha: …. a vivência de uma relação calorosa, íntima e contínua com sua mãe (ou uma mãe substituta permanente . uma pessoa que desempenha, regular e constantemente, o papel de mãe para ela) na qual ambos encontrem satisfação e prazer.

 

Boas Vindas

Aprender a conhecer é um dos pilares da educação e deve fazer parte do cotidiano dos educandos desde o fundamental, mas infelizmente não tem sido uma prática comum nas escolas principalmente as escolas públicas, as práticas pedagógicas utilizadas nas escolas muitas vezes acabam criando dificuldades de aprendizagem nos alunos.

A dificuldade de aprendizagem deve ser identificada e trabalhada nas escolas de acordo com as orientações de um psicopedagogo e devem ser incorporadas ao projeto político pedagógico da escola, mas somente depois que forem identificadas e diagnosticadas de dificuldade e não de transtorno de aprendizagem é preciso que essa diferença seja implícita.

Vou aqui, sempre que eu puder, falar sobre esses temas, e espero poder ajudar você, leitor, de alguma forma.